A rapariga no quarto.
O Zé sentiu-se pior e resolveu ir para o quarto e o Tiago acompanhou-o até lá. Entretanto foi-se procurando por tudo o que podesse ter um 'tal' número 15 mas sem grandes resultados. Um bocado depois toca o telemóvel, era o Tiago! Com sorte tinha novidades, mas não, só queria saber onde era suposto ir ter... e resolveu-se ir para a biblioteca. Lá, continuaram-se as buscas e felizmente estava pouca gente naquele mundo de livros, até que surgiu a ideia da mesa 15! Parece óbvio, mas talvez não fosse já que os números estão escondidos debaixo da mesa, numas pequenas plaquinhas nos cantos e não são assim tão óbvias já que ninguém liga. A primeira a se verificar foi a 14, portanto a 15 só poderia ser a do lado. Parecia normal, com alguns livros esquecidos em cima e um pequeno candeeiro. Parecia normal, mas não o era! O Artur rápidamente verificou o número e com isso reparou numas estranhas marcas por debaixo do tampo. A luz não era muita, mas felizmente a zona era meio refundida e a hora ajudou a se poder estar ali à vontade. Inclinou-se a mesa e tornou-se claro para todos, aquilo não era normal. Um simbolo cravado sabe-se lá com o quê de tão perfeito que parecia, com as suas proporções aparentemente perfeitas: Um circulo com um triângulo no seu interior, e um outro circulo no interior do triângulo. O Artur sacou logo do telemóvel para tirar umas fotos e tratou-se de repôr tudo como estava.
Voltou-se ao quarto, o Artur disse que podia tentar mandar as fotos a um ex-professor de história que, supõe ele, regressou à Alemanha. Foi uma boa ideia, talvez podesse dar uma ajuda, já que parece que ninguém nunca sabe de nada por aqui.
Insatisfeitos e incapazes de adormecer, ao contrário do Zé que volta e meia ressonava, voltou-se ao departamento de história. A atitude do professor Fernando Costa foi no mínimo estranha, juntamente com os livros que rápidamente escondeu.. ou talvez seja só paranoia. Chegados ao elevador e escolhido o terceiro andar, as portas abrém-se um piso antes! Pelos vistos, tal como na grande maioria das zonas no resto da faculdade, o último piso fica interdito de noite. Bem se o elevador não sobe, sobem as escadas.. cuja porta de acesso também estava fechada! Como já se começa a tornar hábito, o Tiago prontificou-se a tentar abrir a fechadura só que pouco depois surge um guarda de mansinho. Felizmente deu-se por ele a tempo e encobriu-se a cena, mas ele achou suspeita a situação tendo em conta que naquela área só existem salas de aula e não só as aulas terminaram na sexta-feira passada como já passa da meia noite. Lá se dialogou com o sujeito e fomos para o elevador, que se encontrava retido. Na espera, ouvia-se o rodar de maçanetas, no que se supõe ser a verificação de portas abertas.. até que baixinho se ouviu: "Mas quem fechou esta porta!? Isto não é para estar fechado!". Mas que sorte! Bem se estranhou aquela situação, já que numa emergência apenas o elevador estaria disponível.. e abrem-se as portas, o elevador chegou.
Feita a descida, reabrem-se as portas e ali estava o guarda a dirigir-se para um outro corredor. Ele olha por cima do ombro a confirmar as presenças e entra para uma outra zona. Foi esta a chance! Subiu-se novamente o elevador e seguiu-se para as escadas. Agora acessíveis, a dúvida era se a porta do 3º piso também estaria. Subiu-se devagar para evitar barulhos desnecessários e felizmente permitiu notar-se na câmera que guardava a porta. Para evitar ser-se visto, o Artur filmou a camera com o telemóvel (oh, a ironia) e notou-se um certo padrão. A câmera focava a porta durante uma dúzia de segundos e mudava para o fundo da ala, visto que não havia mais escadas para cima, e aí permanecia mais uns tantos. O mânfias de serviço novamente se pôs em acção e quanto teve oportunidade dirigiu-se à porta que, portanto, estava fechada. Para evitar a câmera escondeu-se por debaixo e pensou um bocado em como se iam safar. Em todos os pisos há uma pequena caixa daquelas de electricidade, e a ideia foi de tentar desligar a câmera. A fechadura era tão complexa como a dos cacifos que estourou recentemente, o que até é curioso visto que aquelas coisas teem sempre autocolantes com avisos de perigo. O Tiago focou-se um pouco, cobriu a cara com a camisola como pode e tentou arrombar tal como fez antes. E tentou. E tentou. E tentou. Era díficil, ele não tem nem experiência nem, neste caso, tempo para insistir de modo razoàvel. Forçar a fechadura estava meio fora de escolha por motivos lógicos, até que num momento de inspiração tentou uma outra vez.. e ficou com a camisola entalada! E pronto, a câmera apanhou-o! E quanto mais se tentava soltar mais se entalava! Foi frustrante, mas agora até é cómico recordar. Continuando, sem nada a perder lá se mandou ao trabalho e conseguiu abrir aquilo! Não haviam muitos interruptores, por isso difícilmente seria um controlo geral do piso. E foi então que surgiu um outro momento cómico! A luz foi-se abaixo e no silêncio ouvia-se "Zzzzz" da câmera a girar... Enfim, só depois ocorreu que não era nada normal ter acesso à câmera ali. Agora sem luz e a rezar para não ser uma câmera "nocturna" tentou-se novamente abrir a fechadura, que foi canja! O Tiago faz aquilo parecer básico!
No silêncio, ouviu-se uma televisão numa das portas à esquerda. A sala a investigar estava, para variar, fechada, e o Mr T. lá fez a sua arte novamente. Enquanto ele trabalhava, guardou-se o corredor mas não levou muito tempo. A sala não era muito grande e tinha vário material espalhado: livros, revistas, apontamentos e outros documentos. Revistou-se tudo mas não se encontrou nada de revelador. Após uma breve discussão, decidiu-se arriscar e ir ao gabinete do prof. Fernando, visto que ficava naquele mesmo bloco. A porta que separava a zona dos gabinetes estava entreaberta e numa silênciosa busca lá se encontrou a sala. O Filipe foi o primeiro a tentar captar algo do outro lado e espreitou pela fechadura. Apoiou-se na porta.. e zás! A porta abre-se! Num golpe de sorte o trinco ficou entalado dentro da porta e esta não fechou. Com um bocadinho de jeito corrigiu-se o trinco e fechou-se a porta (era daquelas com trinco manual por dentro, tal como a maioria nos gabinetes e salas de aula).
O gabinete não era grande, sendo talvez do tamanho dum quarto comum. Tinha uma secretária com um PC e vários livros em cima, 2 mesas e 2 estantes. Meteu-se tudo ao trabalho a revistar com cuidado para não danificar nada e simultaneamente recordar como deixar tudo como estava antes. Havia muitos manuscritos, livros antiquíssimos, relatórios e apontamentos. Não havia muito tempo, por isso tentou-se focar em algo fora do normal.. e foi precisamente o que se encontrou.
Voltou-se ao quarto, o Artur disse que podia tentar mandar as fotos a um ex-professor de história que, supõe ele, regressou à Alemanha. Foi uma boa ideia, talvez podesse dar uma ajuda, já que parece que ninguém nunca sabe de nada por aqui.
Insatisfeitos e incapazes de adormecer, ao contrário do Zé que volta e meia ressonava, voltou-se ao departamento de história. A atitude do professor Fernando Costa foi no mínimo estranha, juntamente com os livros que rápidamente escondeu.. ou talvez seja só paranoia. Chegados ao elevador e escolhido o terceiro andar, as portas abrém-se um piso antes! Pelos vistos, tal como na grande maioria das zonas no resto da faculdade, o último piso fica interdito de noite. Bem se o elevador não sobe, sobem as escadas.. cuja porta de acesso também estava fechada! Como já se começa a tornar hábito, o Tiago prontificou-se a tentar abrir a fechadura só que pouco depois surge um guarda de mansinho. Felizmente deu-se por ele a tempo e encobriu-se a cena, mas ele achou suspeita a situação tendo em conta que naquela área só existem salas de aula e não só as aulas terminaram na sexta-feira passada como já passa da meia noite. Lá se dialogou com o sujeito e fomos para o elevador, que se encontrava retido. Na espera, ouvia-se o rodar de maçanetas, no que se supõe ser a verificação de portas abertas.. até que baixinho se ouviu: "Mas quem fechou esta porta!? Isto não é para estar fechado!". Mas que sorte! Bem se estranhou aquela situação, já que numa emergência apenas o elevador estaria disponível.. e abrem-se as portas, o elevador chegou.
Feita a descida, reabrem-se as portas e ali estava o guarda a dirigir-se para um outro corredor. Ele olha por cima do ombro a confirmar as presenças e entra para uma outra zona. Foi esta a chance! Subiu-se novamente o elevador e seguiu-se para as escadas. Agora acessíveis, a dúvida era se a porta do 3º piso também estaria. Subiu-se devagar para evitar barulhos desnecessários e felizmente permitiu notar-se na câmera que guardava a porta. Para evitar ser-se visto, o Artur filmou a camera com o telemóvel (oh, a ironia) e notou-se um certo padrão. A câmera focava a porta durante uma dúzia de segundos e mudava para o fundo da ala, visto que não havia mais escadas para cima, e aí permanecia mais uns tantos. O mânfias de serviço novamente se pôs em acção e quanto teve oportunidade dirigiu-se à porta que, portanto, estava fechada. Para evitar a câmera escondeu-se por debaixo e pensou um bocado em como se iam safar. Em todos os pisos há uma pequena caixa daquelas de electricidade, e a ideia foi de tentar desligar a câmera. A fechadura era tão complexa como a dos cacifos que estourou recentemente, o que até é curioso visto que aquelas coisas teem sempre autocolantes com avisos de perigo. O Tiago focou-se um pouco, cobriu a cara com a camisola como pode e tentou arrombar tal como fez antes. E tentou. E tentou. E tentou. Era díficil, ele não tem nem experiência nem, neste caso, tempo para insistir de modo razoàvel. Forçar a fechadura estava meio fora de escolha por motivos lógicos, até que num momento de inspiração tentou uma outra vez.. e ficou com a camisola entalada! E pronto, a câmera apanhou-o! E quanto mais se tentava soltar mais se entalava! Foi frustrante, mas agora até é cómico recordar. Continuando, sem nada a perder lá se mandou ao trabalho e conseguiu abrir aquilo! Não haviam muitos interruptores, por isso difícilmente seria um controlo geral do piso. E foi então que surgiu um outro momento cómico! A luz foi-se abaixo e no silêncio ouvia-se "Zzzzz" da câmera a girar... Enfim, só depois ocorreu que não era nada normal ter acesso à câmera ali. Agora sem luz e a rezar para não ser uma câmera "nocturna" tentou-se novamente abrir a fechadura, que foi canja! O Tiago faz aquilo parecer básico!
No silêncio, ouviu-se uma televisão numa das portas à esquerda. A sala a investigar estava, para variar, fechada, e o Mr T. lá fez a sua arte novamente. Enquanto ele trabalhava, guardou-se o corredor mas não levou muito tempo. A sala não era muito grande e tinha vário material espalhado: livros, revistas, apontamentos e outros documentos. Revistou-se tudo mas não se encontrou nada de revelador. Após uma breve discussão, decidiu-se arriscar e ir ao gabinete do prof. Fernando, visto que ficava naquele mesmo bloco. A porta que separava a zona dos gabinetes estava entreaberta e numa silênciosa busca lá se encontrou a sala. O Filipe foi o primeiro a tentar captar algo do outro lado e espreitou pela fechadura. Apoiou-se na porta.. e zás! A porta abre-se! Num golpe de sorte o trinco ficou entalado dentro da porta e esta não fechou. Com um bocadinho de jeito corrigiu-se o trinco e fechou-se a porta (era daquelas com trinco manual por dentro, tal como a maioria nos gabinetes e salas de aula).
O gabinete não era grande, sendo talvez do tamanho dum quarto comum. Tinha uma secretária com um PC e vários livros em cima, 2 mesas e 2 estantes. Meteu-se tudo ao trabalho a revistar com cuidado para não danificar nada e simultaneamente recordar como deixar tudo como estava antes. Havia muitos manuscritos, livros antiquíssimos, relatórios e apontamentos. Não havia muito tempo, por isso tentou-se focar em algo fora do normal.. e foi precisamente o que se encontrou.
Domingo, 18 de Dezembro de 2005
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